A revolta do trabalho metropolitano - Universidade Nômade Brasil

A revolta do trabalho metropolitano

RevMet

As jornadas de junho foram greves da metrópole. Contra a imobilidade urbana provocada pelo caos do sistema de transporte, mas também contra a imobilização subjetiva imposta por processos de “choque de ordem”, “pacificação”, criminalização, aumento do custo de vida e desmobilização de instâncias de luta. Expôs-se o dilema do capitalismo contemporâneo, em que o trabalho não se dá apenas na fábrica, mas está disseminado e articulado por todo o tecido biopolítico da metrópole. O capital precisa explorar os fluxos de circulação na cidade, mas estes trazem um excedente que ameaça as formas de governo do trabalho. A mobilidade se converte em mobilização e a metrópole se torna o lugar de uma revolta de novo tipo: em rede, horizontal, criativa. Garis, camelôs, catadores, sem teto, ocupantes de praças, hortas comunitárias, intervenções culturais e artísticas, mídias e redes sociais e manifestantes com seus próprios cartazes e pautas são figuras dessa revolução permanente que atravessa a luta de classe hoje.

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