Design.com

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Evento FB: https://www.facebook.com/events/221434708246462/

O seminário “design.COM” vai acontecer na Escola Superior de Desenho Industrial da UERJ de 26 a 29 de abril às 17h com organização de Talita Tibola, Barbara Szaniecki, Ligia Medeiros e Zoy Anastassakis. Serão três dias de debate sobre as articulações do design com outros campos de conhecimento, sobre as expansões do design pela cidade e, por fim, sobre suas conexões com as novas tecnologias e as redes. Todas essas articulações, expansões e conexões envolvem um número sempre maior de instituições, movimentos e atores. O seminário se encerrará com uma oficina. As atividades se inserem no Programa de Pós-Graduação da Esdi/UERJ e participa do movimento de apoio à greve #UERJresiste #DesignEmMovimento.

PROGRAMAÇÃO:

Terça-feira 26/04/2016 :
17h – BOAS VINDAS
Barbara Szaniecki (Esdi/UERJ)
Ligia Medeiros (Coordenação PPD – Esdi/UERJ)
Zoy Anastassakis (Coordenação Esdi/UERJ)
Talita Tibola (Esdi/UERJ)

17h30 – Design.COM: conhecimentos, campos e articulações
Ana Beatriz da Rocha (Esdi/UERJ)
João de Souza Leite (Esdi/UERJ)
Luiz Guilherme Vergara (IACS/UFF, MAC)
Zoy Anastassakis (Esdi/UERJ)

Quarta-feira 27/04/2016
17h – Design.COM: práticas, cidades, expansões
Angela Donini (Departamento de Filosofia/UNIRIO)
Barbara Szaniecki (Esdi/UERJ)
Clarissa Moreira (EAU/UFF)
Talita Tibola (Esdi/UERJ)

Quinta-feira 28/04/2016
17h – Design.COM: comum, redes, conexões
André Vallias (Poeta/Designer/Refazenda)
Bruno Tarin (ECO/UFRJ)
Pedro Victor Brandão (Agência Transitiva)
Ricardo Artur Pereira Carvalho(Esdi/UERJ)

Sexta-feira 29/04/2016
14h – 17h Oficina Modo Operativo AND
Iacã Macerata (UFF/CORPOREILABS)

Abaixo apresentação e programações detalhadas
___

DESIGN.COM: ARTICULAÇÕES, EXPANSÕES, CONEXÕES
Desde seus primórdios mas de modo singular nos últimos anos, o design vem se articulando com outros campos do conhecimento assim como atuando em instituições de caráter cultural, social, político e econômico. Trata-se de articulações que ampliam e aprofundam o que se entende por “projeto” assim como o papel do designer na universidade, na cidade e na sociedade como um todo.

Neste processo, também modifica-se a relação projeto e pesquisa. Se tradicionalmente as pesquisas versam sobre projetos de design realizados anteriormente, hoje o próprio projeto pode se constituir como metodologia de pesquisa. A possibilidade do projeto como pesquisa abre caminho, por sua vez, para processos de design mais plurais e colaborativos. No atravessamento de fronteiras entre disciplinas e métodos, multiplicam-se os atores envolvidos na ação de projetar e, portanto, os modos de fazer design com.

Um dos elementos que contribuem para a expansão contemporânea das fronteiras do design é a constituição da cidade como uma imensa fábrica social. Para além das articulações dos campos de conhecimento no ambiente universitário e institucional, a desterritorialização da produção abre possibilidades de compartilhamento entre saberes e fazeres, formais e informais e, mais em geral, de confluências entre diferentes atores sociais. Acompanhando esse movimento, inovação e imaginação são cada vez mais são valorizadas enquanto vetores de valorização econômica como também de participação social.

A centralidade do designer neste contexto está cada vez mais ligada à produção da subjetividade, ou seja, ao seu papel na projeção de visualidades e espacialidades que interferem em nossos modos de viver, de nos relacionar e de nos constituir enquanto sociedade. Uma produção do espaço e da imagem à altura dos desafios atuais demanda uma sintonia com os processos de subjetividade que mobilizam a cidade e produzem seus valores com design, arte e arquitetura assim como com os saberes menores implicados nos territórios urbanos.

Se, por um lado, é verdade que o designer busca conectar-se com territórios produtivos e suas populações implicadas; por outro lado, os horizontes do que se entende por “campo” e também por “cidade” se estendem e se embaralham, já que as próprias redes servem de agente desterritorializante de identidades, confinamentos e disciplinas. Plataformas virtuais, por exemplo, fazem convergir sujeitos diversos, produzindo, por vezes agendas transversais, comuns. Os novos suportes e mídias não significam apenas uma nova ferramenta, como também transformam intensivamente o modo de agir, participar e estar juntos. Expressões dessa realidade superconectada aparecem no software livre, na ética hacker, na sharing economy.

Tecnologias, redes, instituições, imagens-espaços, produtos e projetos, produzidos e produtores do design contemporâneo, geram o habitar e os hábitos, modos de nos reconhecermos. Quais mundos têm sido engendrados pelas práticas e discursos do design? Por quais outras matrizes e sujeitos pode ainda ser atravessado? O Seminário Design.Com: articulações, conexões, expansões, a realizar-se de 26 a 28 de abril convida a pensar e produzir o DESIGN COM esses diferentes campos, atores e expressões.

Organizadoras
Barbara Szaniecki, Ligia Medeiros, Talita Tibola e Zoy Anastassakis

PROGRAMAÇÃO
Terça-feira 26/04/2016 :
17h – BOAS VINDAS
Tecnologias, redes, instituições imagens-espaços, produtos e projetos, produzidos e produtores do design contemporâneo, geram o habitar e os hábitos, modos de nos reconhecermos. Quais mundos têm sido engendrados pelas práticas e discursos do design? Por quais outras matrizes e sujeitos pode ainda ser atravessado?
O Seminário Design.COM: articulações, expansões, conexões convida a pensar e produzir o DESIGN COM esses diferentes atores, expressões e campos.

Barbara Szaniecki
Ligia Medeiros
Talita Tibola
Zoy Anastassakis

17h30 – Design.COM: conhecimentos, campos e articulações

Desde seus primórdios mas de modo singular nos últimos anos, o design vem se articulando com outros campos do conhecimento assim como atuando em instituições de caráter cultural, social, político e econômico. Trata-se de articulações que ampliam e aprofundam o que se entende por “projeto” assim como o papel do designer na universidade, na cidade e na sociedade como um todo.
Neste processo, também modifica-se a relação projeto e pesquisa. Se tradicionalmente as pesquisas versam sobre projetos de design realizados anteriormente, hoje o próprio projeto pode se constituir como metodologia de pesquisa. A possibilidade do projeto como pesquisa abre caminho, por sua vez, para processos de design mais plurais e colaborativos. No atravessamento de fronteiras entre disciplinas e métodos, multiplicam-se os atores envolvidos na ação de projetar e, portanto, os modos de fazer design com.

Ana Beatriz da Rocha (Esdi/UERJ)
João de Souza Leite (Esdi/UERJ)
Luiz Guilherme Vergara (IACS/UFF, MAC)
Zoy Anastassakis (Esdi/UERJ)

Quarta-feira 27/04/2016
17h – Design.COM: práticas, cidades, expansões

Um dos elementos que contribuem para a expansão contemporânea das fronteiras do design é a constituição da cidade como uma imensa fábrica social. Para além das articulações dos campos de conhecimento no ambiente universitário e institucional, a desterritorialização da produção abre possibilidades de compartilhamento entre saberes e fazeres, formais e informais e, mais em geral, de confluências entre diferentes atores sociais. Acompanhando esse movimento, inovação e imaginação são cada vez mais são valorizadas enquanto vetores de valorização econômica como também de participação social.

A centralidade do designer neste contexto está cada vez mais ligada à produção da subjetividade, ou seja, ao seu papel na projeção de visualidades e espacialidades que interferem em nossos modos de viver, de nos relacionar e de nos constituir enquanto sociedade. Uma produção do espaço e da imagem à altura dos desafios atuais demanda uma sintonia com os processos de subjetividade que mobilizam a cidade e produzem seus valores com design, arte e arquitetura assim como com os saberes menores implicados nos territórios urbanos.

Angela Donini (Departamento de Filosofia/UNIRIO)
Barbara Szaniecki (Esdi/UERJ)
Clarissa Moreira (EAU/UFF)
Talita Tibola (Esdi/UERJ)

Quinta-feira 28/04/2016
17h – Design.COM: comum, redes, conexões

Se, por um lado, é verdade que o designer busca conectar-se com territórios produtivos e suas populações implicadas; por outro lado, os horizontes do que se entende por “campo” e também por “cidade” se estendem e se embaralham, já que as próprias redes servem de agente desterritorializante de identidades, confinamentos e disciplinas. Plataformas virtuais, por exemplo, fazem convergir sujeitos diversos, produzindo, por vezes agendas transversais, comuns.

Os novos suportes e mídias não significam apenas uma nova ferramenta, como também transformam intensivamente o modo de agir, participar e estar juntos. Expressões dessa realidade superconectada aparecem no software livre, na ética hacker, na sharing economy.

André Vallias (Poeta/Designer/Refazenda)
Bruno Tarin (ECO/UFRJ)
Pedro Victor Brandão (Agência Transitiva)
Ricardo Artur Pereira Carvalho (Esdi/UERJ)

Sexta-feira 29/04/2016
14h – 17h – Oficina modo Operativo AND
Partindo de uma abordagem singular aos usos artístico-políticos da etnografia – tomada enquanto modo de fazer simultaneamente performativo e circunscritivo de encontro. O Modo Operativo AND, na sua dimensão de jogo funciona a partir de duas perguntas que se articulam: como viver junto? como não ter uma ideia? Movido por estas perguntas se constitui o dispositivo jogo como um espaço de exercício da composição coletiva e do viver juntos, guiado por uma ética da relação e por um trabalhar com o que há.
Iacã Macerata (UFF/CORPOREILABS)

Imagem: Barbara Szaniecki


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