Novas plataformas para uma política nova

Barbara

Casa de Rui Barbosa, Universidade nômade convidam para o colóquio: NOVAS PLATAFORMAS PARA UMA POLÍTICA NOVA
do ciclo de colóquios 2015
“QUEREMOS: PARA ALÉM DA FORMA-PARTIDO”
Quinta-feira 3 DE DEZEMBRO de 2015 às 18h

https://www.facebook.com/events/815417265235314/
Com:
Alê Youssef (analista político e agitador cultural)
Alexandre do Nascimento (Universidade Nômade)
Priscila Prisco Pedrosa (advogada e pesquisadora da UFF)
Silvio Pedrosa (Universidade Nômade)

NOVAS PLATAFORMAS PARA UMA POLÍTICA NOVA
As plataformas municipalistas na Espanha, como Ahora Madrid e Barcelona en Comù, bem como a coalizão da Syriza na Grécia, obtiveram um estrondoso sucesso eleitoral. Parte desse sucesso se deveu à capacidade de exprimir o movimento dos indignados que explodiu no 15-M espanhol e na Praça Syntagma grega. Porém, mais do que o discurso da autenticidade das praças (Occupy) ou da indignação contra a casta, a austeridade e a corrupção, essas plataformas conseguiram sintetizar afetos, instâncias organizativas, redes e mídias. A nova plataforma para uma nova política, portanto, é muito mais do que um mero programa ao redor do que girariam as atividades, redes e mídias, entendidas apenas como ferramentas, mas também muito mais do que uma tecnopolítica, que entende as mídias e tecnologias digitais como a espinha dorsal da organização. Nem programatismo, nem digitalismo. Nesse sentido, como se poderiam pensar plataformas para uma nova política na realidade brasileira, com suas brutais desigualdades e violências sistêmicas? De que maneira podem servir para ultrapassar o impasse da escala e complexidade, da dificuldade em alcançar uma articulação de linguagens, signos e indignações que possa produzir um projeto positivo de cidade e nova política? Como fazer isso sem ser tragado pelas polarizações partidárias existentes, os aparelhos de estado e mercado do capitalismo cognitivo? Como habitar essas tensões e driblar as capturas, que tipo de ferramenta, metodologia e estratégia poderiam funcionar no Brasil, com suas diferenças em relação à Espanha e Grécia, mas, depois do levante de 2013 e do ciclo de emergências da década passada, grande proximidade em termos de subjetividade autônoma e antagonista?

~ descrição do ciclo “Queremos”, 2015 ~

As primaveras árabes abriram um longo ciclo de revoluções e levantes que passaram por Grécia, Espanha e Estados Unidos. Ao passo que no Egito e na Síria as revoluções experimentaram uma violenta restauração ou uma sangrenta guerra civil, os levantes reapareceram na Turquia, no Brasil, em Kiev e depois ainda nos Estados Unidos com as mobilizações contra a violência da polícia e o racismo. Quando os movimentos parecem ter perdido folego, constata-se um ulterior passo na inovação democrática. Na Grécia, Syriza mostra uma dinâmica forte e ganha as eleições. Na Espanha, uma nova formação, com um discurso e uma abordagem totalmente nova – o Podemos – mostra-se capaz de ganhar as próximas eleições. Esse quadro nos sugere algumas questões:
Estamos diante de uma nova forma partido, de um partido-movimento ou apenas do refluxo dos movimentos dentro de formas de representação apenas superficialmente novas?


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