Kafka é o Eros da burocracia
Por Bruno Cava Imagem: Arno Declair, Der Prozess, direção de Andreas Kriegenburg, Münchner Kammerspiele, 2008. © Arno Declair / Berliner.
A rede Universidade Nômade é uma rede transnacional, que se compõe de militantes, intelectuais, artistas, grupos de pesquisa, coletivos, ativistas de cursinhos pré-vestibulares populares, blogues, e pontos em geral dispersos em redes sociais, produtivas e colaborativas. Todos os textos são de responsabilidade dos autores.


O eixo investiga como as formas contemporâneas de cidadania emergem da relação entre corpos, infraestruturas e serviços urbanos. A partir do conceito de isonomia territorial, propõe-se compreender a cidade como um meio técnico-político em constante modulação, no qual os colapsos logísticos e institucionais — como o venezuelano — tornam visíveis as dimensões materiais da cidadania e seus regimes de desigualdade. A pesquisa combina análise teórica, estudos de caso e cartografias críticas para explorar a circulação de informação, energia e pessoas entre metrópoles e periferias, articulando tecnologia, política e meio ambiente.

O eixo investiga os efeitos do neodesenvolvimentismo fluminense sobre o território metropolitano do Rio de Janeiro, a partir da análise de grandes projetos de infraestrutura — como o Porto de Itaguaí (antigo Sepetiba) e o Arco Metropolitano. Esses empreendimentos, concebidos sob a retórica do planejamento estratégico e da inserção competitiva na economia global, resultaram em paisagens de obsolescência e abandono. O estudo revela como o modelo de crescimento baseado em megaobras, privatizações e parcerias público-privadas produziu ruínas materiais e institucionais, expondo a distância entre o discurso da modernização e a experiência real dos territórios.

A cidade pós-espetáculo: usos, ruínas e reinvenções do legado olímpico
O eixo investiga os legados urbanos deixados pelos megaeventos esportivos no Rio de Janeiro, questionando as promessas de modernização e inclusão associadas à Copa de 2014 e às Olimpíadas de 2016. A pesquisa realiza visitas de campo, entrevistas e cartografias críticas em áreas como Deodoro e Barra da Tijuca, revelando a distância entre o discurso do “legado” e as práticas cotidianas de uso e abandono. Entre ruínas esportivas, reapropriações populares e novas formas de gestão pública e privada, o estudo evidencia como o pós-evento reconfigura o espaço urbano e as relações entre Estado, mercado e cidadania.

Entre o algoritmo e o território: a favela como experimento de linguagem
O eixo propõe uma investigação crítica sobre as relações entre inteligência artificial, cidade e desigualdade. A partir de uma série de diálogos experimentais com o ChatGPT — reunidos nos textos A Cidade, a Favela e a IA e FavelaGPT 1 e 2 —, a pesquisa transforma a IA em objeto e método de reflexão sobre o modo como o urbano é descrito, compreendido e imaginado. A experiência tensiona os limites da máquina e da linguagem humana, evidenciando o que a favela revela sobre o pensamento algorítmico, o conhecimento situado e as novas formas de mediação tecnológica na produção do comum.

Entre discurso planetário e justiça ecológica: reimaginar a transição
O eixo aborda criticamente o modo como o pensamento ecológico dominante, centrado em parâmetros globais e tecnocráticos, tende a silenciar as desigualdades históricas, territoriais e culturais da crise ambiental. A partir da ecologia política e da sociologia ambiental, as pesquisas de Andrea Lampis investigam o discurso único da transição ecológica e seus efeitos sobre a governança democrática, propondo uma visão cidadã e situada da sustentabilidade. Articulando teoria crítica e estudos de caso sobre infraestrutura resiliente, o eixo evidencia as tensões entre tecnologia, capital e natureza — e busca alternativas que unam reparação ecológica, diversidade e democracia ambiental.

Entre o ensino remoto e a inteligência artificial: o trabalho docente em transformação
O eixo investiga as novas condições de trabalho e de vínculo pedagógico no contexto da digitalização da educação e da expansão da inteligência artificial. A partir da experiência acumulada durante a pandemia, a linha busca compreender como as tecnologias alteram a mediação educativa e a própria noção de autoridade e de cuidado no ensino. O desdobramento do eixo é o Observatório das Tecnologias e da IA na Educação (Edutecia), criado para fomentar o debate público e a experimentação crítica sobre o uso da IA na educação pública.

O eixo analisa a reconfiguração da proteção social no Brasil contemporâneo, marcada pela digitalização das políticas públicas e pela adoção crescente de dispositivos de vigilância e gestão algorítmica. A partir da experiência do curso de extensão “Trabalho, proteção social, saúde e meio ambiente hoje”, realizado em parceria entre UFRJ, UFABC, Fiocruz e o Fórum Intersindical Saúde, Trabalho e Direito, a pesquisa discute como o Estado neoliberal transfere a responsabilidade da proteção ao indivíduo, enquanto automatiza e precariza o acesso a direitos. As reflexões revelam as contradições entre inovação tecnológica, desigualdade e cidadania, destacando as estratégias coletivas de resistência e reinvenção do trabalho social.
Por Bruno Cava Imagem: Arno Declair, Der Prozess, direção de Andreas Kriegenburg, Münchner Kammerspiele, 2008. © Arno Declair / Berliner.
Infraestrutura Resiliente ao Aumento do Nível do Mar: Debates para o Brasil e o Rio de Janeiro Andrea Lampis (PhD).
Coordenação: Clarissa da Costa Moreira Pesquisadores: Guilherme Rodrigues, Clarissa Moreira, Beatriz Corbacho O Rio de Janeiro foi palco de.
Entrevista ao ChatGPT sobre favela[1] conduzida em Maio/Junho de 2025 por Gerardo Silva e Leonora Corsini Apresentação Essa segunda “entrevista”.
Entrevista ao ChatGPT sobre favela conduzida por Gerardo Silva e Leonora Corsini Apresentação Essa “entrevista” foi realizada entre os meses de abril.
Andrea Lampis 1. Introdução Desde há milhões de anos que as comunidades humanas têm sido atraídas para as zonas costeiras.
Andrea Lampis (PhD) – alampis@usp.br “Dissonância cognitiva: o estado de ter pensamentos, crenças ou atitudes inconsistentes, especialmente em relação a.
Autores: Paula Santos Menezes (Laboratorio ELICO, Université Lyon 2 e Colégio Pedro II) Kelly Pedroza Santos (Colégio Pedro II) Resumo:.
Gerardo Silva e Leonora Corsini Introdução Começaremos esse relato com uma anedota. No ano de 1996 ou 1997 –não é.
A tarefa da vida é fazer coexistir todas essas repetições em um espaço no qual a diferença é distribuída. Deleuze..
Jeudiel Martinez “.. onde não há igualdade, república não pode ser feita..” Maquiavel. “All men dream: but not equally. Those.
Considerações sobre a física da cidadania Jeudiel Martínez[1] Pois “urbe” refere-se às próprias muralhas, enquanto “cidade” é o.

Por Bruno Cava Imagem: Arno Declair, Der Prozess, direção de Andreas Kriegenburg, Münchner Kammerspiele, 2008. © Arno Declair / Berliner.
Infraestrutura Resiliente ao Aumento do Nível do Mar: Debates para o Brasil e o Rio de Janeiro Andrea Lampis (PhD).
Coordenação: Clarissa da Costa Moreira Pesquisadores: Guilherme Rodrigues, Clarissa Moreira, Beatriz Corbacho O Rio de Janeiro foi palco de.
Entrevista ao ChatGPT sobre favela[1] conduzida em Maio/Junho de 2025 por Gerardo Silva e Leonora Corsini Apresentação Essa segunda “entrevista”.
Entrevista ao ChatGPT sobre favela conduzida por Gerardo Silva e Leonora Corsini Apresentação Essa “entrevista” foi realizada entre os meses de abril.
Andrea Lampis 1. Introdução Desde há milhões de anos que as comunidades humanas têm sido atraídas para as zonas costeiras.
Andrea Lampis (PhD) – alampis@usp.br “Dissonância cognitiva: o estado de ter pensamentos, crenças ou atitudes inconsistentes, especialmente em relação a.
Autores: Paula Santos Menezes (Laboratorio ELICO, Université Lyon 2 e Colégio Pedro II) Kelly Pedroza Santos (Colégio Pedro II) Resumo:.
Gerardo Silva e Leonora Corsini Introdução Começaremos esse relato com uma anedota. No ano de 1996 ou 1997 –não é.
A tarefa da vida é fazer coexistir todas essas repetições em um espaço no qual a diferença é distribuída. Deleuze..
Jeudiel Martinez “.. onde não há igualdade, república não pode ser feita..” Maquiavel. “All men dream: but not equally. Those.
Considerações sobre a física da cidadania Jeudiel Martínez[1] Pois “urbe” refere-se às próprias muralhas, enquanto “cidade” é o.