A década pós-olímpica: revisitando os “Legados Urbanos” no Rio de
Coordenação: Clarissa da Costa Moreira Pesquisadores: Guilherme Rodrigues, Clarissa Moreira, Beatriz Corbacho O Rio de Janeiro foi palco de.
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O eixo Favela, cidade e inteligência artificial investiga as relações entre tecnologias digitais, produção de conhecimento e desigualdades urbanas, tomando a favela como território central de análise política, social e simbólica. Parte-se do entendimento de que a favela não é um “problema urbano” a ser corrigido, mas um espaço vivo de produção de cidade, marcado por disputas históricas em torno do direito à moradia, à cidadania e à democracia.
As pesquisas reunidas neste eixo exploram criticamente o uso da inteligência artificial como ferramenta de mediação do conhecimento sobre a favela — seja na produção de diagnósticos, na formulação de políticas públicas, na circulação de narrativas ou na consolidação de estigmas e simplificações. Em especial, destacam-se os experimentos FavelaGPT (2024–2025), que colocam em cena a própria IA como objeto de investigação, interrogando seus limites, vieses, aprendizados e silêncios ao responder sobre temas como urbanização, violência, segurança, participação democrática e políticas de integração urbana.
Ao tratar a inteligência artificial não como instância neutra, mas como tecnologia atravessada por relações de poder, este eixo evidencia como modelos algorítmicos tendem a reproduzir consensos dominantes, visões tecnocráticas e abordagens despolitizadas da questão urbana — ao mesmo tempo em que abrem espaço para usos críticos, pedagógicos e experimentais da IA como ferramenta de reflexão coletiva.
Nesse sentido, o eixo articula debates sobre cidade, favela e tecnologia com referências do pensamento crítico, da democracia participativa e da pedagogia política, dialogando tanto com a tradição da teoria urbana quanto com perspectivas inspiradas em Paulo Freire, nos estudos sobre direito à cidade e nas críticas à governança algorítmica contemporânea. A favela aparece, assim, não apenas como objeto de análise, mas como lugar estratégico para pensar os impasses e as possibilidades da inteligência artificial em contextos de profunda desigualdade social.
Coordenação: Clarissa da Costa Moreira Pesquisadores: Guilherme Rodrigues, Clarissa Moreira, Beatriz Corbacho O Rio de Janeiro foi palco de.
Gerardo Silva e Leonora Corsini Introdução Começaremos esse relato com uma anedota. No ano de 1996 ou 1997 –não é.


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