Destaques Quadrado dos Loucos

A máquina da aposta; Pascal em ‘Minha noite com ela’

Por Bruno Cava Imagem: plano do filme, com os atores Marie-Christine Barrault (Françoise) e Jean-Louis Trintignant (Jean-Louis). Crítica de Minha noite com ela (Ma nuit chez Maud), dirigido por Éric Rohmer, França, 1969, preto e branco, 110 min. — Jean-Louis se interessa por uma jovem loura durante a missa. Trocam olhares. Ao vê-la partir numa […]

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O paradoxo da autoria na nouvelle vague

Por Bruno Cava Foto:Archimatth, Filmothèque du Quartier Latin Paris (2008),Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. — Quanto à nouvelle vague, minha preferência por Godard sobre Rohmer era total. Eu já havia visto os filmes de Godard mais de uma vez e publicado no meu blogue da época (chamava-se Quadrado dos Loucos) pequenas resenhas dessa filmografia, de […]

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O Apostador imanente; de Pascal à criação de modos de existência

Por Bruno Cava Foto: Paul Klee, Abenteuer-Schiff [O navio de aventura] (1927), Pinakothek der Moderne, Munique. Wikimedia Commons. — Aqui está a versão Pascal for dummies. Há duas apostas e dois cenários. Se Deus não existe, o crente perde pouco ou nada: algum tempo, algumas renúncias; o descrente, nada. Se Deus existe, no entanto, a […]

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Passar por Heidegger; As linhas de fuga da geofilosofia

Por Bruno Cava Foto: NASA/MODIS Land Rapid Response Team, Islands in the Aegean Sea (2022). Wikimedia Commons. — Que Heidegger aderiu de maneira voluntária, pública e, ao menos em 1933, entusiástica ao nazismo é indisputável. Isso nem entra mais em questão. Nazista de carteirinha no sentido literal: filiado de maio de 1933 até o colapso […]

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Mario Sergio Cortella e o lugar da filosofia brasileira; problematização tutelada, formação, condução

Por Bruno Cava — Foto: GLandovsky, “Pico do Cabugi – Monumento Paulo Freire” (2025), via Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. — — Olha o Mario Sergio Cortella. Publica filosofia a rodo, credenciais acadêmicas, décadas de universidade, obra consolidada, vastíssimo público. Um público que intelectual nenhum — sobretudo o que diz desprezar públicos — deixa de […]

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Quem tem medo da filosofia francesa? Foucault, Nietzsche e o espantalho intelectual da pós-verdade

Por Bruno Cava — Foto: Biblioteca da Universidade Paris VIII Vincennes–Saint-Denis. Foto: RT59RC, 2024. Wiki Commons, licença CC BY-SA 4.0. — Hoje li, pela milésima vez, que a pós-verdade é filha bastarda da filosofia francesa. Que Foucault, Derrida, Deleuze e Guattari teriam fornecido as ferramentas para dissolver os fatos objetivos e, assim, abrir caminho aos […]

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Tanatologia portátil; O estoicismo de massa e a gestão do suportável

Por Bruno Cava — Resenha de Agenda estoica: lições para uma vida de sabedoria e serenidade, de Lúcia Helena Galvão. São Paulo: Literare Books International, 2024. Foto: Corredor do Hospital de Uddevalla, Suécia. Foto: Ann-Sophie Qvarnström/W.carter, 2023. [licença CC BY-SA 4.0]. — Estava visitando um parente próximo no hospital e me chamou a atenção um […]

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Quando o museu vira oficina; Paulo Arantes e os usos brasileiros da filosofia francesa

Por Bruno Cava — Resenha crítica de Formação e desconstrução: uma visita ao Museu da Ideologia Francesa, de Paulo Eduardo Arantes. Posfácio de Giovanni Zanotti. Coleção Espírito Crítico. São Paulo: Editora 34, 2021. Foto: Kien Tran/Pexels. Bình Thạnh, Cidade de Ho Chi Minh, Vietnã. — — E Formação e desconstrução? Foi assim que uma amiga […]

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O fim com meios; Beckett e a sobriedade de produzir o pouco

Por Bruno Cava — Sobre a montagem de Fim de partida, de Samuel Beckett, dirigida por Rodrigo Portella, com cenografia de Daniela Thomas, assistida no Caixa Cultural Brasília, em maio de 2026. — Uma montagem de Fim de partida não começa do zero: entra em cena já cercada por Beckett. O nome traz uma expectativa […]

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Kissinger e Brzezinski, do xadrez ao conexionismo

Felipe Fortes[1]   Conseguimos imaginar Henry Kissinger e Zbigniew Brzezinski jogando xadrez no Pentágono. Não é difícil compor uma cena: a luz fria de uma sala sem janelas, relatórios em envelopes sigilosos; ao fundo, telas de radar convertendo o planeta em sinais, trajetórias, ameaças e possibilidades. As peças no tabuleiro se movem devagar, mas nossos […]

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