A década pós-olímpica: revisitando os “Legados Urbanos” no Rio de
Coordenação: Clarissa da Costa Moreira Pesquisadores: Guilherme Rodrigues, Clarissa Moreira, Beatriz Corbacho O Rio de Janeiro foi palco de.
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O eixo Ecologia política e transição ecológica investiga criticamente as respostas contemporâneas às crises climáticas e socioambientais, articulando infraestrutura, tecnologia, governança e desigualdades sociais a partir de uma perspectiva interdisciplinar. As pesquisas reunidas neste eixo partem do entendimento de que a crise climática não é apenas um problema ambiental ou técnico, mas um processo profundamente político, atravessado por disputas de poder, modelos de desenvolvimento e formas desiguais de produção e apropriação do território.
As reflexões desenvolvidas problematizam a noção de infraestrutura resiliente como solução neutra para os impactos das mudanças climáticas. A partir de estudos de caso internacionais e brasileiros — como Nova Orleans no pós-Katrina, o projeto MOSE em Veneza e grandes obras de infraestrutura no Brasil, com destaque para o Rio de Janeiro —, os trabalhos analisam como grandes intervenções técnicas frequentemente reforçam dinâmicas de neoliberalização, transferência de responsabilidades do Estado e marginalização de populações vulneráveis. Nesse contexto, a resiliência emerge como um “objeto de fronteira”: ao mesmo tempo em que organiza políticas públicas e investimentos, pode ocultar conflitos sociais e assimetrias estruturais.
O eixo também explora alternativas às respostas baseadas exclusivamente em grandes obras de engenharia, enfatizando soluções baseadas na natureza, práticas de reparação ecológica e estratégias socioecológicas centradas nas comunidades. Conceitos como ecologia da reparação, adaptação cotidiana e justiça climática orientam uma crítica aos modelos desenvolvimentistas que tratam a natureza como recurso a ser controlado, defendendo abordagens que integrem biodiversidade, saberes locais e participação democrática na governança ambiental.
Ao articular ecologia política, estudos sociais da ciência e da tecnologia (STS) e debates sobre valor, desenvolvimento e desigualdade, este eixo contribui para repensar a transição ecológica não como um simples ajuste técnico, mas como um processo de transformação social, institucional e territorial. Trata-se, assim, de disputar os sentidos da adaptação climática, da infraestrutura e da sustentabilidade, recolocando no centro do debate as condições de vida, os direitos e os conflitos que atravessam as cidades e os territórios no Antropoceno.
Coordenação: Clarissa da Costa Moreira Pesquisadores: Guilherme Rodrigues, Clarissa Moreira, Beatriz Corbacho O Rio de Janeiro foi palco de.
Gerardo Silva e Leonora Corsini Introdução Começaremos esse relato com uma anedota. No ano de 1996 ou 1997 –não é.


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