Renda universal: uma agenda para unir o país

Uma agenda para unir o país

Renda Básica Universal: uma nova Lei Áurea!

Um novo pacto para mobilizar o país nas eleições e depois

Nada é tão potente quanto uma ideia cujo tempo chegou

O Brasil está em crise e, mais uma vez, as eleições são chantageadas por uma polarização que só aprofunda o impasse e nos leva ainda mais para o abismo. A “vitória” eleitoral de um dos polos será imediatamente contestada pelo outro. Já assistimos a isso em 2014. Só que, dessa vez, será muito pior.

Romper essa polarização é necessário, urgente e possível

Não há saída pelos autoritarismos, sejam de direita ou de esquerda: são dois fetichismos que se legitimam reciprocamente, jogando o país em um poço sem fundo.

Precisamos desarmar os fetiches. Precisamos sim de um ato criativo, um novo PACTO SOCIAL. Um novo pacto para novas relações entre políticas econômicas e sociais, assim como já o foram a implantação dos direitos trabalhistas, a Previdência, o fim da hiperinflação com o Plano Real e o Bolsa-Família.

Renda Básica Universal (RBU) é a ideia cujo tempo chegou. Ela coloca as políticas sociais no cerne das políticas econômicas, oferecendo à estabilidade macroeconômica a mobilização social que produz sua sustentabilidade.

A RBU é também a chave para que a necessária e urgente reforma da Previdência permita, ao mesmo tempo, equilibrar seu financiamento e construir um novo sistema de proteção social: toda brasileira e todo brasileiro receberão uma renda que remunera sua vida e reconhece que ela é o principal ativo para o crescimento.

Maior que o Bolsa-Família, a RBU é incondicional e universal e deve ter um valor que permita a cada um estudar, empreender, trabalhar e cuidar da família. Diante da grave crise que herdamos dos governos PT e MDB e do inevitável ajuste fiscal, a RBU deverá ser calculada em função das variáveis orçamentárias e implementada progressivamente: a começar pelos mais pobres e pelas mulheres.

Financiar a RBU não é um problema. Pelo contrário: implementá-la permite nortear e alavancar as reformas e destinar os rios de dinheiro que vão embora nos privilégios, na corrupção, nos subsídios às grandes empresas, nas megaobras inúteis para financiar o principal capital do país: sua população, nosso capital social. Se precisamos ser todos empregáveis, a produção dessa empregabilidade precisa ser remunerada.

A RBU é uma aposta forte na paz, em um novo pacto democrático, pois permite romper com os assistencialistas e paternalistas e constitui uma nova Lei Áurea para os pobres poderem produzir sem terem de pagar para o sem-número de milícias, comandos e partidos que sugam seu sangue.

Mais do que isso, a RBU é também uma política social e econômica que permite preparar o Brasil à aceleração da transformação digital que já está aprofundando – no mundo todo – e a transformação da própria estrutura do trabalho e da vida cotidiana. Neste exato momento, multidões de operadores de telemarketing estão sendo substituídos por inteligência artificial, centenas de milhares de profissionais estão dirigindo carros por aplicativos e o setor hoteleiro está sendo impactado pelo uso geral de plataformas de novo tipo. Este é um caminho sem volta, e a RBU é o que mais nos prepara para ele.

Mais que isso, o planeta começa a manifestar os desequilíbrios das opções econômicas não sustentáveis. Epidemias voltam, desastres climáticos estão cada vez mais agressivos, e mesmo o fornecimento de água e energia elétrica está ameaçado pelas mudanças climáticas.

Chegou a hora do Basta! Não podemos aceitar que roubem nossa esperança!

Somente um pacto de todos nós, juntos, pode encontrar soluções para os novos desafios que estão ameaçando os brasileiros. Não será pelo ódio ou pelo ressentimento que lidaremos com o cenário de crise que está instalado. Precisamos da união de cada brasileiro para enfrentar os nossos problemas e construir, desde já, o nosso futuro, com fé e esperança.

Acreditamos que a Renda Básica Universal pode ser a base de um pacto que mobilize o país em direção à paz, atravessando as tradicionais divisões políticas e recusando a polarização e o ódio que estão querendo nos impor desde o primeiro turno destas eleições.

De toda maneira, mesmo depois das eleições, a RBU será o terreno necessário para reorganizar a economia e a sociedade do Brasil que queremos.

Brasil, 20/09/2018

assinam

  1. Adriana Benedikt, socióloga e psicanalista, professora universitária, Rio de Janeiro
  2. Alexandre Caroli, Pesquisador
  3. Alexandre de Sá – Sociólogo.
  4. Alexandre do Nascimento – professor da Faetec RJ
  5. Alexandre Mendes – Professor – UERJ
  6. Aline Novais de Almeida, professora e pesquisadora, SP
  7. Aline Passos – Professora – Aracaju
  8. Altamir Tojal – Jornalista – Rio de Janeiro
  9. Álvaro Schwartz Micheletti – estudante de Economia, Campinas
  10. Ana Cristina Gontijo – professora – MG
  11. Ana Cristina Teodoro da Silva, professora UEM
  12. Ana Maria Pereira Toledo Natali – produtora Cultural – São Paulo – SP
  13. Anderson Claudino, Advogado e Funcionário Público – RJ
  14. André Martins, prof. UFRJ
  15. André Martins, professor UFF
  16. Annie Gerusca Levisky, funcionária pública do poder judiciário Estado do Rio Grande do Sul.
  17. Aryadne Bittencourt, advogada, Caritas – Rio de Janeiro
  18. Augusto Mariani – engenheiro de produção
  19. Barbara Szaniecki Esdi/Uerj Rio de Janeiro
  20. Bruno Almeida Oliveira – Estudante de Direito – Fortaleza/CE
  21. Bruno Batista – músico
  22. Bruno Cava, professor de filosofia e youtuber do canal Horazul
  23. Bruno Frederico Müller, historiador
  24. Carolina Moreira Araujo Klayn – funcionária pública RJ
  25. Carolina Salomao – pesquisadora – RJ
  26. Célia  Musilli, jornalista.
  27. Claudia Presotto, jornalista
  28. Claudia Veras, cidadã, Rio de Janeiro
  29. Clarissa Moreira – Professora UFF
  30. Clarissa Naback – Doutoranda PUC-Rio
  31. Daniel Duque – Economista e pesquisador pelo IE/UFRJ
  32. Daniel Taar Costa – professor – RJ
  33. Daniel Torres Teixeira – Advogado
  34. Davi Donato, professor e pesquisador, São Paulo/SP
  35. Dora Rocha – jornalista
  36. Eduardo Macedo De Almeida – músico – MG
  37. Egeu Laus, designer e gestor cultural
  38. Estêvão Bispo – empreendedor
  39. Fábio Marcovaldi – Arquiteto – Rio
  40. Fábio Pereira Monteiro, publictitário, São Paulo.
  41. Fabrício Costa, Historiador
  42. Fabricio Toledo – Advogado – Caritas – Rio
  43. Fabricio Marques Franco – SP
  44. Fernando de Oliveira, pesquisador
  45. Flavio Carvalho-
  46. Giuseppe Cocco – professor UFRJ
  47. Gonçalino Mesko da Fonseca, Auditor público de controle externo aposentado, Economista, RS.
  48. Graziano Mazzocchini – doutorando -Ufmg
  49. Guilherme Dal Sasso – cientista social RS
  50. Guilherme Gerhardt Mazzochini, biólogo
  51. Gustavo Formiga – Publicitário – SP
  52. Jefferson Tavares Pereira Junior, Médico, Fortaleza/CE
  53. Jhonatan Fernandes Rodrigues – Estudante e Estagiário do INSS – Barra Bonita/SP
  54. João Felipe Cury, Professor UFRJ
  55. João Pedro Dias, Estudante UFF
  56. José Caldas-Repórter Fotográfico
  57. José António Hillal, Comunicador social – RS
  58. José Otávio Lotufo – arquiteto e urbanista – SP
  59. Juliana Tomkowski da Fonseca, Advogada e Pesquisadora, RS
  60. Julie Nunes -crítica cinematográfica RJ
  61. Larissa Bacelete, psicóloga
  62. Lavínia Carvalho, publicitária
  63. Leila Maia Machado de Oliveira – jornalista – Rj
  64. Lilian Regato Garrafa – FFLCH-USP
  65. Lourdes de Fátima Moraes – Relações Públicas
  66. Lucas Mariano Baqueiro, sociólogo
  67. Karina Vieira, ceramista
  68. Karen Borboza Cordeiro- Jornalista e empresária – Rio de Janeiro
  69. Macarena de Paula Escalante, Turismóloga, Rio de Janeiro
  70. Makely Ka, cantor e compositor.
  71. Malu Oliveira, jornalista e pesquisadora – São Paulo
  72. Marcela Vanessa de Campos Siciliano, estudante de Pedagogia e Ativista pelos Direitos Animais – SP
  73. Marcela Werneck, professora
  74. Márcio Taschetto – Professor -RS
  75. Márcio Pereira – Professor UFC Fortaleza
  76. Marcos Cavalcanti – Prof. UFRJ
  77. Marcus Vinicius Carvalho Garcia, antropólogo Brasília DF
  78. Maria Elizabete Tieppo de Aguilar – Professora, Capão da Canoa/RS
  79. Mariangela Nascimento – Professora – UFBa
  80. Marilia Pastuk, Economista, Rio de Janeiro
  81. Martim Silva – ator /RJ
  82. Maurício Ribeiro – médico – RJ
  83. Matheus Soares Kuskoski, Advogado e Professor de Direito Ambiental e civil, RS.
  84. Mauro Victor Catanzaro, Advogado, SP
  85. Miguel Jorge – Ambientalista –  Niterói – RJ
  86. Murilo Correa – Professor – UEPG
  87. Nati Lelis, urbanista – Minas Gerais
  88. Nayara Longo Lima – Professora
  89. Paulo Roberto Silva – jornalista e empreendedor
  90. Priscila Prisco – Pesquisadora UFF
  91. Raphael Tsavvko Garcia, Doutorando – Universidad de Deusto
  92. Rejane Cavalcanti – professora
  93. Regina Favre, psicoterapeuta, SP
  94. Rita Velloso, Professora UFMG
  95. Rodrigo de Abreu, cientista político, GO
  96. Rodrigo Mendes Cardoso – Professor Rio de Janeiro
  97. Rodrigo Nathan Romanus Dantas – professor, historiador e cientista social, Santa Maria/RS.
  98. Sandra Mara Ortegosa  – Arquiteta e Cientista Social, São Paulo, SP
  99. Sandra Quadros – Bióloga, MG
  100. Sandro Góes, professor
  101. Sérgio L. de A. P Pecci – Cientista Social – São Paulo – SP
  102. Silvia Maria Pinheiro – Pesquisadora PUC-Rio
  103. Silvio Pedroza – Professor Municipal – Rio
  104. Simone Sobral Sampaio, Professora UFSC
  105. Tatiana Veloso, Advogada, PE
  106. Tereza Pallottino, advogada
  107. Thays Silveira, professora
  108. Tiago Henrique Degasperi – Ecólogo e Assistente Social – Rio Claro – SP
  109. Valéria Soares de Assis. Antropóloga.Comunicação e Multimeios UEM – Paraná.
  110. Valéria Tavares, professora universitária e pesquisadora
  111. Zeca Lotufo – arquiteto, São Paulo, SP

setembro de 2018.

A rede Universidade Nômade republica o manifesto por uma renda universal elaborado por uma campanha de mobilização independente em meio às eleições de 2018 no Brasil. A campanha continua aberta a mais apoios e assinaturas e será um ponto de partida para novas articulações ao redor dessa agenda.


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