Por Bruno Cava
Imagem: Zoshua Colah/Unsplash.
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Ler um livro para matar o tempo? Não, Cortella intervém. O que soa comum deve ser colocado em questão. Para Cortella, um livro não pode ser encarado apenas como meio de fazer o tempo passar. Isso seria preguiça, mediocridade, reducionismo. A leitura precisa dar vida ao tempo que pretendíamos eliminar.
Aí, nesse ponto exato, Cortella traz a máxima, no caso, de Afonso Arinos, “domar o tempo não é matá-lo, é vivê-lo” (Não nascemos prontos!, p. 73). A frase condensa o percurso e o torna portátil enquanto ensinamento. Com isso, o leitor é convidado a reconhecer um vazio de experiência onde antes encontrava apenas uma maneira de falar.
Eis um dispositivo recorrente na pilha de livros escritos por Mario Sergio Cortella.
Em geral, a escrita dele adota uma função protréptica, voltada a persuadir o leitor a mudar seu modo de viver — a corrigi-lo, a melhorá-lo, a ter uma vida mais frutífera. Cortella apresenta situações cotidianas, modos de pensar embutidos no dia a dia, para deslocar o hábito, surpreender com outra interpretação possível e, no arremate de cada passagem, converter a operação numa regra de conduta dirigida ao leitor.
As incontáveis máximas de que ele lança mão — e os enunciados que seu texto faz funcionar como máximas — pertencem a esse movimento de convencimento do leitor. E para isso o repertório que ele mobiliza é realmente de um ecletismo insaciável, prodigioso.
Sem dúvida existe aí uma certa sprezzatura erudita. Escrituras, filosofia, canção popular, cinema e gestão empresarial passam de um registro a outro sem que a costura precise aparecer. Essa facilidade é parte do efeito. As diferenças permanecem visíveis nos nomes, mas o trânsito sem nenhum atrito reduz a resistência que poderiam oferecer ao destino argumentativo que lhes é dado.
A questão, aqui, não está no ecletismo em si, em mais ou menos eclético, mas no que acontece com a diferença entre essas vozes quando são postas a funcionar no mesmo dispositivo.
Por exemplo, em Qual é a tua obra?, Cortella indica que a humildade é requisito da aprendizagem. O problema não está no mero desconhecimento das coisas, mas na arrogância de quem acha que já sabe. Cortella aproxima por conta própria as palavras “humano”, “humildade” e “húmus”, num joguete etimológico peculiar, para fazer dessa proximidade com a terra uma lição edificante sobre a igualdade última entre todas as pessoas. E então cita a advertência dirigida a Adão, no Gênesis, “és pó e ao pó voltarás” (Qual é a tua obra?, p. 17).
A seguir, Cortella nota que bons músicos não bastam para formar uma boa orquestra. Precisam escutar uns aos outros e respeitar a participação de cada integrante. Precisam renunciar à pretensão de protagonismo. A arrogância destruiria a sintonia. Na sequência, Cortella salta de âmbito: “Por que com empresa seria diferente?” (ibid.). Ele passa da poeira da fragilidade humana nas escrituras diretamente ao mundo pragmático das engrenagens corporativas.
Em Não espere pelo epitáfio, reunião de crônicas escritas ao longo de uma década, Cortella parte de “Deus vomitará os mornos”, dá uma passada pelo Apocalipse, por Aristóteles e Ovídio, alcança uma canção dos Titãs e vai encontrar em Confúcio o apoio para concluir que “radicalidade é uma virtude; o vício está na superficialidade”.
Mudam loucamente as épocas, os gêneros e o estatuto das autoridades convocadas. A direção prática da passagem permanece una.
Vejamos um caso com Maquiavel.
Em ‘Filosofia: E nós com isso?’, Cortella discute como o indivíduo pode adquirir a capacidade de liderar. Recorre à relação maquiaveliana entre virtù e fortuna, que apresenta como o par capacidade e ocasião. Cortella conclui com uma “grande dica de Maquiavel”, estar preparado para aproveitar a ocasião (cap. 6, E isso com Liderança?).
Para perceber a transformação, poderíamos retomar O príncipe pelo problema da fundação política. A fortuna designa a contingência histórica, enquanto a virtù é a força capaz de intervir nela e instituir uma ordem nova. Ocorre que, em Maquiavel, a ocasião envolve o encontro entre condições materiais e forças coletivas capazes de transformá-las.
Em Cortella, essa dimensão propriamente política da ocasião cede lugar à prontidão e à competência para não desperdiçar oportunidades que se descortinem. A política desaba em mentoria para executivos. De fato, preserva-se algo da relação entre ação e circunstância, contudo, fica de fora a capacidade de criar, pelo conflito, outras condições da ação.
K. Marx também é chamado por Cortella. Em Não se desespere!, Cortella descreve a devastação ambiental e sustenta que enfrentá-la não é tarefa exclusiva dos governos e das grandes empresas (p. 24-25). Cada um precisa reconhecer sua parcela de responsabilidade. Mas a gravidade do diagnóstico às vezes pode ser paralisante. Cortella diz que ainda não é tarde demais, pois, conforme Marx, a humanidade só se coloca problemas que tem condições de resolver.
A consequência que Cortella extrai disso? “o problema é difícil, mas não é invencível. Nós o criamos; nós podemos descriá-lo.” (p. 25)
Pois bem, a frase citada de Marx está no prefácio de 1859 à Contribuição à crítica da economia política. Nessa passagem, a transformação das sociedades é discutida a partir dos conflitos entre as forças produtivas e as relações de produção. A possibilidade de superar uma ordem social depende de condições materiais que se desenvolvem dentro dela mesma. A distinção entre condições existentes e condições ainda em formação demanda investigar o que torna uma transformação possível em primeiro lugar.
Essa passagem não autoriza decerto a deduzir da simples existência do problema a disponibilidade de sua solução — o que inverteria a relação entre consciência e condições materiais que organizou o argumento de Marx.
Transportar esse argumento para a crise ecológica exigiria, em consequência, descer ao terreno em que o colapso é produzido e reproduzido. Sob quais relações de produção e propriedade, submetidas a quais exigências de rentabilidade, operam as infraestruturas que sustentam os mecanismos do desastre? E que forças sociais poderiam disputar seu controle, mudar seu funcionamento?
Cortella, contudo, substitui a anatomia da crise pela beleza da homilia. As relações produtivas e formas políticas que organizam a devastação cedem o primeiro plano aos vícios morais de uma humanidade — assim tomada como um sujeito histórico, com vontade e poder de agir — convidada a tomar jeito, a emendar-se diante de um modelo de conduta.
Mas Cortella porta o remédio. “Menos cinismo, menos egocentrismo, menos vida imunda, e já conseguiremos sustentar o Futuro” (Não se desespere!, p. 25). O “já” faz o trabalho que caberia à explicação. Entre a evolução moral e a transformação material, somem os obstáculos que dariam conteúdo político à ação. A exortação à consciência superior assume a tarefa de transformar relações cuja reprodução não depende só da consciência de seus agentes.
No fim das contas, não seria injusto concluir que Marx foi recrutado por Cortella para abonar o gesto que a crítica marxiana do idealismo combatia — atribuir à reforma das consciências um poder que só poderia ser verificado no corpo a corpo das relações sociais.
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A operação cortelliana não se limita a converter passagens em máximas. Também conceitos inteiros podem entrar no mesmo circuito.
Em Por que fazemos o que fazemos?, uma frase do Barão de Itararé abre a discussão sobre ter propósito e, poucas páginas depois, Marx e Hegel aparecem para que o conceito de alienação seja reinscrito no problema contemporâneo de achar sentido no trabalho. Aqui não é apenas a sentença que se torna portátil. O conceito filosófico pode ser espremido até funcionar dentro da gramática da realização profissional.
Já em Qual é a tua obra?, Cortella evoca Charlie Chan como detetive de cinema, sem identificar o filme, e recorre à conhecida máxima pronunciada pela personagem, “Mente humana é como paraquedas, funciona melhor aberta” (p. 47). Essa frase aparece logo depois da apresentação da primeira competência de um líder, “abrir a mente”. Antes mesmo que a personagem fale, a lição que sua fala deverá reforçar já está dada.
Cortella então fala de avanços tecnológicos, ovelha Dolly, celulares, DVD, internet. O leitor que resiste às novidades é confrontado com a criança que sabe manejar o equipamento diante do qual ele se atrapalha. Mas quem desiste fecha a mente, e isso contraria o que se espera de um líder (cf. Cinco competências essenciais na arte de liderar, Qual é a tua obra?).
A metáfora do paraquedas de Charlie Chan evidencia o mecanismo.
Fechado, não funciona, a pessoa se estrepa. Aberto, resolve o problema. Em Cortella, a forma da máxima tende a reduzir o espaço de contestação. Uma vez aceita a imagem apresentada, a conclusão parece vir embutida nela. Nisso há uma diferença para o aforismo (em acepção estrita), que deve abrir um trabalho de interpretação, mesmo quando vem na forma de frase curta. A máxima cabe melhor à instrução moral concisa.
Pedindo licença ao esquema: a condensação aforística demanda depois um trabalho de descompressão interpretativa. Em Cortella ocorre o contrário. O comentário acompanha a frase para reduzir sua indeterminação e entregá-la já orientada ao leitor.
Isso não é um efeito necessário da brevidade.
Na tradição do moralismo francês seiscentista, em La Rochefoucauld, a pointe faz algo diferente. A pointe é o golpe terminal da máxima, a torção final que compele o leitor a reinterpretar o que parecia já compreendido.
“Nous avons tous assez de force pour supporter les maux d’autrui” — “Todos temos força suficiente para suportar os males alheios” —, reza a máxima 19 das Maximes (1665).
A frase parece começar pelo elogio da fortaleza. “Todos temos força suficiente para suportar os males…” poderia conduzir a uma pequena celebração da resistência humana. Mas a última palavra, “d’autrui”, altera o sentido de “força”. Descobrimos que somos fortes quando quem sofre é outro. A virtude presumida deixa ver, sob ela, a indiferença. Essa é a pointe. Não apenas uma surpresa no fim, mas uma torção que contamina o que a precedeu.
E La Rochefoucauld para exatamente aí. Não comenta. Não extrai a moral correta, não propõe ao leitor uma conduta substituta. A sentença finaliza no movimento de reabertura do problema. A pointe retira a base sobre o qual uma lição poderia ser edificada.
Outra, maravilhosa, trabalha por uma inversão simétrica: “A filosofia triunfa facilmente sobre os males passados e futuros. Os males presentes triunfam sobre ela.” — máxima 22, tradução minha.
Este último exemplo de La Rochefoucauld mostra que a pointe não depende sempre de uma palavra-surpresa no fim. Aqui o mecanismo é a reversão sintática. Primeiro a filosofia triunfa sobre os males. Na segunda frase, os termos trocam de posição e os males triunfam sobre a filosofia. Ou seja, a pointe é uma lógica de construção, não só um truque de última palavra.
Nos usos de Cortella, a pointe tende antes a entregar uma orientação que já vinha sendo preparada, priorizando a memorização ao custo da problematização.
Curiosamente, Cortella chega a La Rochefoucauld a certa altura dos livros, em Não espere pelo epitáfio. Por intermédio de Byron, reproduz a máxima 471, segundo a qual, na primeira paixão, a mulher ama o amante e, nas seguintes, ama o próprio amor.
Mas a sentença entra no texto como mais uma peça do repertório mobilizado sobre o amor. Justo a força corrosiva da máxima — fazer o sentimento voltar-se contra a imagem que faz de si mesmo — não complica o argumento cortelliano.
No caso de Marx, o papel da máxima foi ligeiramente distinto, voltado a abrir a possibilidade de esperança. A inferência passa a ser que, se o problema ambiental fosse irresolúvel, não teria sido formulado pelos seres humanos. Ora, isso a passagem de Marx não permite concluir. A máxima bloqueou o lugar que cabia à investigação.
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Todo esse exuberante ecletismo tem também uma função na obra de Cortella.
Em Viver em paz para morrer em paz, Disraeli é convocado com sua máxima vertida ao português: “A vida é muito curta para ser pequena” (do romance político Coningsby, de 1844 — “life is too short to be little”), e a sentença se prolonga numa exortação à fraternidade, à solidariedade e à passagem do ter ao ser. A máxima funciona como dobradiça entre uma voz alheia e a norma de vida que Cortella quer fixar.
A portabilidade adquire forma editorial. Sabedorias para partilhar! reúne “70 ensinamentos selecionados pelo próprio autor” a partir de três livros anteriores de Cortella. O gesto é revelador. O argumento pode permanecer no livro de origem enquanto o ensinamento, destacado de seu percurso, ganha circulação autônoma. A unidade portátil dessa escrita não é só a frase. É a lição.
Difícil não pressentir afinidade particular do uso das máximas por Cortella com a circulação contemporânea da forma breve. O aforismo seria inadequado à cultura da atenção curta. Lê-se depressa, mas a densidade retardaria a compreensão. Em Cortella, esse intervalo tende a diminuir. A frase conserva a velocidade da circulação, enquanto o comentário trabalha para acelerar sua resolução como ensinamento.
Nos exemplos examinados, a admoestação bíblica conduziu à cooperação empresarial e o pensamento político de Maquiavel à formação de líderes. Uma passagem da crítica da economia política foi mobilizada para sustentar uma exortação à responsabilidade ambiental, cuja conclusão enfatiza a correção moral dos indivíduos. Por último, um detetive de ficção sinoamericano apareceu para prelecionar competências profissionais.
É verdade que em Cortella as referências não possuem todas a mesma autoridade nem chegam ao texto pelo mesmo caminho, nos mesmos termos. A familiaridade de uma personagem pode favorecer a adesão que, em outro momento, se busca no prestígio de um filósofo.
O comentário posterior do autor vai administrar essas diferenças dentro do plano argumentativo, estipulando a utilidade de cada uma. A diversidade do repertório multiplica os recursos de persuasão sem ampliar, na mesma medida, as formas de elaborar o problema ou as possibilidades de encaminhá-lo diferentemente.
O espanto é produzido localmente — um “peraí!” de microalcance — enquanto a orientação geral do ensinamento permanece estável. O leitor é instado a rever um hábito ou uma interpretação usual, mas essa revisão não chega a colocar em dificuldade os critérios que orientam a lição — nem os termos do problema tal como formulado por Cortella.
A essa altura, já é possível precisar o trabalho das máximas no texto de Cortella. Sim, vão além do ornamento ou ilustração. Elas concatenam inferências, sintetizam cadeias argumentativas, potencializam a memorização das conclusões. Mas seu efeito é antes de qualquer coisa confirmatório.
Isso ajuda a entender uma cautela curiosa de outro moralista francês, La Bruyère. No prefácio dos Caractères (1688), ele chega a recusar para suas frases o nome de máximas. Elas seriam como leis na moral, e “ceux enfin qui font des maximes veulent être crus”. La Bruyère prefere admitir que possa ter observado mal, contanto que alguém “remarque mieux”. O contraste é preciso. O “peraí!” cortelliano corrige o leitor. Raramente propicia o ponto a partir do qual a lição mesma possa ser revisada ou repensada.
O problema não é, repito, a profusão das citações por si mesma. Montaigne bastaria para impedir essa impressão. Os Ensaios são recheados de empréstimos de antigos, poetas, historiadores e filósofos, mas a palavra alheia entra como matéria para o exercício do juízo. Uma autoridade pode ser experimentada contra outra e o ensaio permanecer indeciso depois do encontro.
A diferença não está na quantidade multitudinária de vozes convocadas. Está na resistência que elas conservam depois de entrar no texto, e no que elas fazem com ele. Em Montaigne, a palavra alheia desloca o juízo, que passa a flutuar, e no final o problema é deixado sem resolução definitiva.
Já a passeata de autores citados por Cortella não assegura uma pluralidade de vozes capazes de interrogar a orientação do texto. Estou falando em voz num sentido forte, como posição capaz de sustentar perspectiva e mundo plenos, sem existir apenas como objeto da consciência que a enquadra e traduz.
A distinção que Bakhtin desenvolve em Problemas da poética de Dostoiévski ajuda a elaborar essa questão (por analogia). A autonomia das vozes no romance polifônico é construída pelo autor — cuja atividade obviamente não se dissipa. Selecionar palavras alheias e organizar sua relação com uma tese não bastaria para caracterizar uma condução monológica.
Não é o caso também de exigir que um ensaio filosófico de Cortella fosse escrito como Irmãos Karamázov…
Feita a ressalva, o problema prossegue. Cortella retira das referências uma orientação e deixa de lado o que poderia obrigá-lo a deslocá-la. Nas passagens examinadas, os autores são convocados a ensinar, mas nunca obrigam Cortella a reformular o problema ou mudar o rumo da lição.
No caso de Marx, seria preciso perguntar como enfrentar o colapso ambiental. Fechar uma usina termelétrica a carvão exigiria substituir a energia que ela fornece, enfrentar os interesses de proprietários e acionistas e responder pelo destino dos que dependem economicamente de seu funcionamento. Saber que ela polui não dá aos cidadãos poder para desligá-la.
Entre reconhecer o dano e conseguir interrompê-lo há relações de poder que a boa conduta, por si só, não desfaz. Aí a exortação de Cortella perde o solo e sobe às nuvens da regeneração moral.
Esse fechamento, recorrente nos livros examinados, dá à escrita, num sentido restrito e inspirado em Bakhtin, sua feição monológica — uma única voz com mil nomes. Os autores podem falar, desde que suas palavras possam ser reconduzidas ao conselho. A frase circula, mas sua resistência é minimizada. Da citação fica o impulso para seguir adiante. O que poderia obrigar Cortella a interromper o seu próprio fluxo de pensamento — um “peraí!” mais incisivo — e reconsiderar não tem vez.
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REFERÊNCIAS
BAKHTIN, Mikhail. Problemas da poética de Dostoiévski. Tradução, notas e prefácio de Paulo Bezerra. 5. ed. rev. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2015.
CORTELLA, Mario Sergio. Qual é a tua obra?: inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética. 7. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
CORTELLA, Mario Sergio. Não se desespere!: provocações filosóficas. 5. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.
CORTELLA, Mario Sergio. Não espere pelo epitáfio!: provocações filosóficas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.
CORTELLA, Mario Sergio. Não nascemos prontos!: provocações filosóficas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.
CORTELLA, Mario Sergio. Por que fazemos o que fazemos?: aflições vitais sobre trabalho, carreira e realização. São Paulo: Planeta, 2016.
CORTELLA, Mario Sergio. Viver em paz para morrer em paz. São Paulo: Planeta, 2017.
CORTELLA, Mario Sergio. Filosofia: e nós com isso? Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.
CORTELLA, Mario Sergio. Sabedorias para partilhar!: 70 ensinamentos selecionados pelo próprio autor. Petrópolis, RJ: Vozes, 2020.
DISRAELI, Benjamin. Coningsby; or, The New Generation. 3 v. London: Henry Colburn, 1844.
HUI, Andrew. A Theory of the Aphorism: From Confucius to Twitter. Princeton, NJ: Princeton University Press, 2019.
LA BRUYÈRE, Jean de. Les Caractères ou les mœurs de ce siècle. Édition d’Antoine Adam. Préface de Marcel Jouhandeau. Paris: Gallimard, 2019. (Folio Classique, 693).
LA ROCHEFOUCAULD, François de. Réflexions ou sentences et maximes morales. Édition présentée, établie et annotée par Jean Lafond. 2. éd. revue et corrigée. Paris: Gallimard, 1978. (Folio).
MACHIAVELLI, Niccolò. Il Principe. A cura di Giorgio Inglese. Con un saggio di Federico Chabod. Torino: Einaudi, 2013.
MARX, Karl. Contribuição à crítica da economia política. Tradução e introdução de Florestan Fernandes. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2008.
MONTAIGNE, Michel de. Les Essais. Édition établie par Jean Balsamo, Michel Magnien et Catherine Magnien-Simonin. Paris: Gallimard, 2007. (Bibliothèque de la Pléiade).
NEGRI, Antonio. Il potere costituente: saggio sulle alternative del moderno. Carnago: SugarCo, 1992.
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