Por Bruno Cava
Imagem: Stephencdickson. A Jacquard loom showing information punchcards, National Museum of Scotland. 2019. WikiCommons.
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De vez em quando o algoritmo das redes sociais me entrega algumas discussões paroquiais sobre o uso de Modelos de Linguagem de Grande Porte, os LLMs.
Conheço a versão universitária dessa discussão. Debate-se muito até onde é ético ou legítimo um sujeito usar IA, mas pouco ou quase nada sobre o que os LLMs revelam a respeito do funcionamento das próprias instituições universitárias de que esses debatedores participam.
O quanto da prosa acadêmica já era mecanizável independentemente de qualquer LLM e o quanto da diferença efetiva reside na democratização desse trabalho — e no modo como a IA desmancha no ar antigos ídolos da tribo e força a academia a “encarar, sem ilusões, suas condições de vida e suas relações”. Sem falar no quanto o crivo das publicações se converteu em sequências de check-lists e receitas de bolo. E no quanto a ordem do discurso acadêmico, seu star system e suas políticas de citação continuam organizados pela lógica da função-autor de Foucault, elaborada em diálogo crítico com Barthes, pela qual o nome não apenas assina um texto, mas classifica e modula seu estatuto e valor de circulação e recepção.
Nesse sentido, os LLMs funcionam menos como os corruptores contemporâneos da juventude e mais como um teste de estresse das instituições diante de um tendencial “comunismo da escrita” — isto é, da redução brusca da escassez de competências antes custosas em tempo, formação e dinheiro. A reação defensiva de quem pressente uma reserva de distinção ameaçada não ocorre por acaso.
Talvez ela sirva também para esconjurar um rol de perguntas mais perturbadoras, dirigidas às instituições mesmas.
Por exemplo, no que a escrita acadêmica já virou, quanto de seu valor dependia da gestão da raridade e do acesso desigual dos meios de produzi-la e em nome do quê se justificaria um certo tipo de “resistência” diante das mudanças em curso.
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Pois bem. Levemos a sério as críticas estilísticas aos LLMs — embora por outras razões e em outro terreno crítico. O que me interessa nelas é menos provar que existe uma “voz da IA” do que entender por que reconhecemos tão depressa certos textos como achatados, previsíveis, atonais, mecânicos, “sem alma”. Chamo esse efeito, por analogia com a gramática das vozes do Círculo de Bakhtin, de monologismo, e o procedimento que o produz, de monologização.
A questão não é quantas vozes aparecem num texto. Qualquer oficina de escrita resolve isso distribuindo vocabulários, cadências, cacoetes entre personagens. O problema ocorre quando todas essas diferenças continuam subordinadas à mesma autoria que as concebeu. Mas uma voz só ganha espessura quando deixa de funcionar como proxy dessa instância autoral.
Precisa portar uma posição vivente diante do mundo — que se manifesta na sua vida no universo do texto —, adquirir necessidade existencial interna — no interior de conflitos e realidades e não no limbo — e, acima de tudo, sustentar alguma capacidade de contrariar o horizonte de valores e escolhas que a pôs em circulação. Deve surpreender ao resistir e provocar inflexões ante o que seria esperado do autor e do livro, àquela altura.
Quem melhor teorizou isso foi Bakhtin, em interlocução com os demais autores do Círculo. A polifonia bakthiniana oferece uma teoria para o que acontece quando a personagem deixa de ser objeto da consciência autoral e passa a responder a ela. Uma “alma” — dirão os mais românticos.
Pode parecer abstrato, mas tomemos Riobaldo, em Grande sertão: veredas.
Rosa não fabrica a voz de Riobaldo por meio de um check list de personagem. Coloca-o diante de um interlocutor quase mudo e faz com que a fala precise encontrar seu caminho enquanto vai acontecendo. A personagem é um acontecimento, em vez de portadora de caracteres ou de uma tese. Toda hora no romance, Riobaldo volta ao que acabou de dizer, emenda-se, muda o peso de uma lembrança. E a variação contínua é produzida na sintaxe.
Os materiais sociais que entram na fala de Riobaldo não permanecem fixos, reificados. Provérbio, religião, fala jagunça, língua letrada chegam carregados de outros usos, mas saem reacentuados por uma experiência que os força a trabalhar diferente a cada vez.
E Rosa resiste à solução que seria mais fácil para o autor soberano, que seria subir um andar e fechar de fora o sentido do pacto — de Deus, do diabo, de Diadorim. A voz fica aberta por meio da composição. Nenhuma palavra superior vem encerrá-la.
A pergunta então fica mais afiada. Quanto disso podemos descrever como técnica e quanto depende da maestria artesanal acumulada por um verdadeiro operariado da escrita?
E mais. Em que ponto, para sermos precisos, a explicação precisaria parar e convocar o milagre da criação autoral — aquela imagem forte, herdada do Romantismo, do artista demiurgo que parece retirar a obra de uma potência que só ele possuiria?
Mas talvez “gênio” — essa categoria em que se abriga tanto do nosso amor próprio e da qual relutamos em abrir mão — seja menos uma explicação do que o nome que damos à singularidade quando a reunimos sob uma causa pessoal.
Quanto mais se compreende um grande autor, mais incrível pode parecer o que ele fez. Mas também mais aparecem o trabalho, as decisões, as técnicas, os acidentes e as soluções acumuladas que viabilizaram a obra. A soberania autoral não explica esse excesso de maestria. Apenas o recoloca dentro de uma pessoa e lhe dá um nome de prestígio.
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Se o gênio ou daimon dentro do texto não deve funcionar como caixa-preta, o jeito é descer à sala de máquinas e procurar o trabalho onde ele se dá.
Então vou esquematizar três ordens de monologismo ou procedimentos de monologização do texto. A classificação é minha, mas desenvolve problemas elaborados por Bakhtin e pelo Círculo.
De primeira ordem: legível na superfície do texto. É o mais imediatamente reconhecível — “isso tem cara de IA” — e, na verdade, o menos interessante. Frases redondas demais, cadências que retornam, conclusões que retumbam como punchlines.
Compare-se com Riobaldo.
A superfície dele também é marcada. Mas as irregularidades não produzem a unicidade de sua voz. A frase recua porque Riobaldo recua. A sintaxe muda de direção porque o pensamento mudou de direção. O desvio tem memória. Imitar Rosa acumulando neologismos e frases quebradas qualquer um faz. Fazer com que uma torção ocorrida 72 páginas antes continue trabalhando na que vem agora… aí quero ver.
Nos LLMs, essa primeira camada é também a mais fácil de deslocar tecnicamente. É o a-b-c de qualquer tutorial.
A cada passo, o modelo calcula quais continuações são mais prováveis a partir do contexto disponível. Esse espaço muda com o prompt, os exemplos e os parâmetros de amostragem, sem necessidade de retreinar o modelo.
O LLM que encontramos numa interface conversacional passou por etapas de pós-treinamento e alinhamento. A chamada “voz da IA” incorpora uma ideia socialmente produzida do que conta como boa resposta. Isso ajuda a explicar sua tendência ao médio.
Seria precipitado tomar essa tendência como expressão de alguma essência estilística da máquina, se o próprio sistema foi orientado a favorecer soluções reconhecíveis e aceitáveis.
O comportamento padrão do LLM tende a uma região de compromisso, de baixa marcação e alta aceitação. Rosa interessa à literatura porque força a língua para além de seus usos consolidados e desautomatiza formas de percepção sedimentadas. A linguagem volta a ser campo de invenção de mundos. Rosa obriga a língua a acontecer outra vez.
Cobrar de um LLM operando em modo default que entregue Guimarães Rosa inverteria os termos do problema. É não entender patavina do que está ocorrendo nas engrenagens de um LLM real. O default das interfaces conversacionais privilegia uma zona de maior conformidade às regularidades aprendidas e às preferências premiadas na fase de pós-treinamento.
De toda sorte, o monologismo de primeira ordem é o mais rápido de contornar, porque nasce em larga medida de regiões de alta probabilidade favorecidas pelas condições de geração. Contorná-lo exige alterar essas condições.
Pode-se fazer isso por N+1 procedimentos, tais como oferecer ao modelo amostras do timbre desejado, podar soluções recorrentes, exigir novas gerações quando a resposta retorna às mesmas cadências.
Onde a interface permita, também se recomenda alterar a amostragem para reduzir a concentração nas continuações mais prováveis. Em todos os casos, o objetivo é quebrar a facilidade estatística que reconduz o texto às mesmas soluções.
Com isso, formas de escrita socialmente estratificadas no aprendizado erodem sua casca de naturalidade. O que parecia “voz da IA” aparece como sedimentação de usos coletivos.
As coisas ficam mais interessantes quando passamos à monologização de segunda ordem. Ou seja, quando o texto está perfeito.
O artigo está articulado em todas as suas inferências, com densidade e excelência. O romance domina suas técnicas no fôlego de centenas de páginas. O ensaio se move com desenvoltura e sabe trazer objeções para reintegrá-las convincentemente.
Aqui já não há “cara de IA”. Ao contrário, o resultado nos espanta.
O que sucede é mais intrigante — a competência genérica funciona com tamanha eficiência que cada solução parece adiantada pela forma que deveria apenas regular sua possibilidade.
O problema pode ser formulado resgatando um dos teóricos da linguagem e da literatura do Círculo, Pável Nikoláevitch Medviédev. Em seu O método formal nos estudos literários (1928), o gênero não aparece como embalagem para conteúdos, mas integra a maneira como uma realidade se torna apreensível em primeiro lugar e pode assim ser organizada no discurso.
Treinado sobre grandes corpora, um LLM absorve regularidades que ultrapassam palavras e construções recorrentes. Elas alcançam também modos de formular um problema e fazê-lo avançar até algo reconhecível como solução.
A questão fica incômoda para parte da academia. O que ela reconhece escandalizada como automatismo da IA é, em parte, a própria escrita acadêmica vendo retornar, em escala industrial, procedimentos que já haviam sido mecanizados.
A máquina não inventou essas formas. Encontrou-as territorializadas na cultura e aprendeu a percorrê-las com eficiência ainda maior. Até uma diferença inicialmente inventiva pode ser reconhecida e convertida em nova convenção.
É mais ou menos o estranho incômodo que sentimos quando lemos alguém tentando emular nosso estilo. Há nisso algo de unheimlich freudiano. Reconhecemos como estranha uma escrita que nos devolve, industrializados, procedimentos demasiado familiares.
Voltemos a Riobaldo.
Se Rosa organizasse sua história como uma memória perfeitamente composta, o relato tenderia a fechar-se sobre um sentido. O “senhor” quase mudo impede essa solução. Riobaldo precisa falar para alguém, e a fala o obriga a rever o que pensa enquanto pensa. Suas voltas e reincidências não aparecem como falhas a serem eliminadas. Corrigi-las poderia melhorar a prosa e, ao mesmo tempo, destruir a voz.
Em Rosa, a voz precisa salvaguardar lugares em que sua competência falha, bate numa parede e ricocheteia. Se toda dificuldade encontrasse uma saída eficiente, Riobaldo começaria a parecer um protocolo de escrita.
Com os LLMs, a dificuldade talvez seja parecida. Pedir que o texto seja “menos previsível” ainda preserva a ideia anterior do que conta como boa solução. Para sair dessa segunda ordem monologizante, seria necessário interferir mais internamente no processo.
Por exemplo, uma versão pode ser colocada diante de outra que seguiu caminho diferente. A revisão pode ser orientada a localizar onde o texto resolveu cedo demais algo que ainda deveria produzir consequências.
Ainda assim, o critério bakthiniano de polifonia é mais exigente. Nem toda revisão deve conduzir a maior limpeza ou equilíbrio. Às vezes, a conquista está em preservar uma hesitação ou uma solução que continua trabalhando porque não foi resolvida. Nesse nível, escrever melhor pode significar saber quando não corrigir, quando parar de melhorar.
Por último, a monologização de terceira ordem. O problema muda de escala. A organização da obra arrisca governar o que nela deveria produzir diferença. O texto pode ter vencido com enorme brilhantismo as duas provas anteriores e ainda fechar-se sobre seu próprio brilhantismo.
A singularidade vira método. Pela reincidência, o procedimento que rompeu a regularidade começa a organizar outra. A linha de fuga produz seu território específico. O romance surpreende de maneiras que aprendemos a prever. O ensaio transforma o brilho em fórmula. Até uma filosofia pode acabar provocando a sensação de uma working machine conceitual tão bem ajustada que, depois de compreendido seu princípio, imaginamos como ela tratará o próximo objeto.
A invenção foi reterritorializada como estilo.
A obra passa a repetir sua solução para fabricar diferença. O desvio torna-se programático. Até a surpresa aprende a obedecer. O terceiro monologismo começa quando o texto repete a maneira pela qual havia aprendido a escapar da repetição.
A teoria de Bakhtin permite perceber o problema porque polifonia exige mais do que diferenças entre vozes plenas. Na polifonia, uma consciência não pode aparecer demasiado finalizada, de fora, pela arquitetônica que a contém.
Riobaldo continua sendo um exemplo poderoso. Rosa controla a composição inteira, mas precisa impedir que o princípio composicional mesmo converta Riobaldo numa demonstração da máquina-Rosa. O pacto continua trabalhando depois de cada tentativa de resolvê-lo. Diadorim reorganiza o que parecia compreendido. Essas aberturas precisam ser capazes de alterar a organização que as tornou possíveis.
Nos LLMs, na minha experiência, é aqui que pega. Um modelo pode ser conduzido a evitar tiques, esquemas e fórmulas, saindo das soluções genéricas e previsíveis.
Ao longo de um texto extenso, entretanto, tende a recompor um território em torno das diferenças que produz. Uma solução local pode ser inesperada e acabar, algumas páginas adiante, reintegrada à lógica global. Quanto menos flexível a arquitetônica fornecida ao modelo, maior o risco de cada desvio retornar como ratificação dela.
Multiplicar agentes também não resolve o problema. Contextos separados podem ampliar a divergência entre trajetórias, enquanto configurações homogêneas tendem a produzir saídas fortemente correlacionadas e retornos decrescentes com a multiplicação dos agentes. A lógica coordenadora permanece (Yang et al., 2026).
A partir daí, só falar em “engenharia de prompt” ficaria simplório. O trabalho passa a consistir em impedir que a obra saiba o que fazer com o que ela própria produz.
Consequências locais precisam poder voltar sobre a organização que as produziu. Uma voz ganha força quando cria um problema que a arquitetônica original não consegue assimilar. Continuar a obra passa então a exigir outra inteligência em relação àquela com a qual ela iniciara.
A leitora pode entrever, possivelmente, o quanto a literatura já é maquínica em suas maiores realizações. Não porque dispense o escritor, mas porque a obra passa a funcionar como um agenciamento que produz efeitos para além de um impulso individual.
Rosa compõe a obra. Mas Riobaldo passa a impor exigências à composição porque sua voz sustenta as consequências do que viveu e do que disse. A maestria está em compor esse campo sem exaurir de antemão seus efeitos. A técnica alcança então seu limite mais interessante quando deixa de ser execução de um plano e passa a produzir condições capazes de transformar o plano que as engendrou.
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Derrida oferece, ex ante, material para uma crítica do humanismo nostálgico anti-LLMs.
Na Gramatologia, lendo Leroi-Gourhan, desmonta o mito de uma interioridade humana pronta que depois se exteriorizaria em técnicas. A exteriorização é “sempre já começada”. Ela participa da constituição do sujeito em vez de pressupô-lo.
Em Signature événement contexte (1972), Derrida leva o problema à escrita. Uma marca escrita precisa poder funcionar na ausência de quem a produziu. A assinatura precisa permanecer reconhecível para além da intenção presente do signatário. É sua iterabilidade — isso muito antes da IA.
Imaginar o contrário exigiria a cena originária de um indivíduo soberano diante da página em branco, esperando que seja vertida sobre ela uma interioridade anterior às técnicas. Um criacionismo secular da autoria — a versão antropocêntrica do criacionismo religioso.
Nesse sentido, leio a morte do autor em Barthes como uma parúsia da escrita. Quando a voz perde sua origem e o autor ingressa em sua própria morte, a escrita começa. O texto comparece porque seu princípio de presença se retirou. Poderá assim então sobreviver à origem e voltar a acontecer em outras leituras e outros leitores.
Já Foucault dá um passo a mais. É preciso perguntar o que ocupa, nas redes de instituições e discursos, o lugar que o autor deixou para trás. A função-autor foucaultiana não repõe o indivíduo biográfico que Barthes havia expulso. Em vez disso, designa um princípio historicamente variável pelo qual certos discursos funcionam e geram efeitos. O nome do autor altera o modo de existência do discurso, ao estabelecer-lhe filiações e classificações, exclusões e inclusões.
Mas a morte do autor nunca significou a morte dos agenciamentos que produzem a autoria como um de seus efeitos de poder e saber.
Nada disso dissolve responsabilidade. Nem obriga a elevar a proveniência a novo fundamento do texto. Há situações em que reconstruir o processo de produção importa. Disso não se segue que devamos repartir a escrita em parcelas puras de autoria, que já nasceu em agenciamento. Outra camada, mais grave, é a aparição de uma polícia da origem.
Daí que o pânico moral — arrisco dizer, passageiro — em torno da detecção estilística de IA tenha por base um não-problema, porque assentado numa fantasia de autoria que já não se sustentava antes mesmo dos LLMs.
Isso é a cobra comendo o próprio rabo. Máquinas produzem textos e máquinas procuram máquinas; escritores alteram a escrita para escapar da detecção, os modelos aprendem essas alterações, os detectores recalibram seus sinais — um perpetuum mobile de autenticação e contra-autenticação.
O resultado desse come-come?
Protocolos de pseudo-autenticação sob o olhar dos novos sacerdotes do Templo Literário da Criação, preocupados em tentar restaurar fronteiras que o processo de composição já embaralhou — enquanto, ao redor da gente, o mundo vai mudando de coordenadas e a disputa pela reorganização da vida (trabalho, poder, democracia) acontece em outros campos.
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REFERÊNCIAS
BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. Tradução de Paulo Bezerra. 6. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011. GeFeLit
BAKHTIN, Mikhail. Problemas da poética de Dostoiévski. Tradução de Paulo Bezerra. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010. Grupo GEN
BARTHES, Roland. La mort de l’auteur. In: BARTHES, Roland. Le bruissement de la langue: essais critiques IV. Paris: Seuil, 1984. p. 61-67. Edisem
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mille plateaux: capitalisme et schizophrénie 2. Paris: Les Éditions de Minuit, 1980.
DERRIDA, Jacques. De la grammatologie. Paris: Éditions de Minuit, 1967. Google Livros
DERRIDA, Jacques. Signature événement contexte. In: DERRIDA, Jacques. Marges de la philosophie. Paris: Éditions de Minuit, 1972. p. 365-393. Periódicos UFOP
FOUCAULT, Michel. Qu’est-ce qu’un auteur? Bulletin de la Société française de philosophie, Paris, 63e année, n. 3, p. 73-104, juil./sept. 1969. Biblioteca Nacional de França
FREUD, Sigmund. Das Unheimliche. Imago, v. 5, n. 5-6, p. 297-324, 1919. Freud Edition
HOLTZMAN, Ari; BUYS, Jan; DU, Li; FORBES, Maxwell; CHOI, Yejin. The Curious Case of Neural Text Degeneration. In: International Conference on Learning Representations — ICLR 2020. [S. l.]: ICLR, 2020.
É a referência técnica mais diretamente pertinente às passagens sobre distribuição probabilística, repetição e efeitos das estratégias de amostragem. ML Anthology
LEROI-GOURHAN, André. Le geste et la parole I: technique et langage. Paris: Albin Michel, 1964. Google Livros
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Expressão Popular, 2008. dokumen.pub
MEDVIÉDEV, Pável Nikoláievitch. O método formal nos estudos literários: introdução crítica a uma poética sociológica. Tradução de Ekaterina Vólkova Américo e Sheila Camargo Grillo. São Paulo: Contexto, 2012. SciELO
OUYANG, Long et al. Training Language Models to Follow Instructions with Human Feedback. Advances in Neural Information Processing Systems, v. 35, p. 27730-27744, 2022. DOI: 10.52202/068431-2011.
Sustenta a passagem sobre pós-treinamento, preferências humanas e a produção normativa do que aparece numa interface como “boa resposta”.
ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Companhia das Letras
YANG, Yingxuan; QU, Chengrui; WEN, Muning; SHI, Laixi; WEN, Ying; ZHANG, Weinan; WIERMAN, Adam; GU, Shangding. Understanding Agent Scaling in LLM-Based Multi-Agent Systems via Diversity. arXiv preprint, arXiv:2602.03794, 2026. DOI: 10.48550/arXiv.2602.03794. arXiv
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